História de Sapopema

História de Sapopema

Sapopema é um nome de origem tupi-guarani, sendo "sapó" = raiz e "pema” = esquinada, significando que se projeta para fora da terra, grossas e chatas (PMS, 2013).

Muito antes dos desbravadores viveu em Sapopema um povo nômade de tradição Umbu, caçador e coletor que vivia em áreas abertas, construindo abrigos em topos de colinas, áreas ribeirinhas e grutas naturais como o constatado por achados arqueológicos no Distrito de Vida Nova.(SITE PREFEITURA, 2014).  Posteriormente, indígenas de tradição Guarani que ocuparam a região que compreendia a mesopotâmia Tibagi / Laranjinha permeada pela Serra do Caeté.

Em meados de 1842 Joaquim Francisco Lopes foi encarregado por João da Silva Machado, popular Barão de Antonina, para abrir uma picada na região  de Sapopema e levou consigo os missionários Frei Timóteo de Castelnuevo e Frei Luiz de Cemitille. O Barão era proprietário de vasta área nas bacias dos rios Tibagi e Paranapanema, por consequente da Revolta de Sorocaba. Mais tarde os sertanistas supracitados fundariam o aldeamento indígena de São Jerônimo, gerando dezenas de novos municípios na região. Iniciou-se então a colonização dos sertões do jataí.

Desse período de desbravamento os relatos sobre a história de Sapopema que se tem conhecimento são fragmentos de narrativas do livro “Novo Caminho no Brasil Meridional: a Província do Paraná. Três Anos em suas Florestas e Campos”, escrito em 1874 por Thomas P. Bigg-Wither, um engenheiro inglês que passou com sua equipe por Sapopema e região sob o propósito de mapear o território para a construção de uma estrada de ferro entre o estado do Paraná e Mato Grosso do Sul.

O início da década de trinta marca o surgimento do Patrimônio de Conserva em razão da construção da estrada, ligando Curitiba a Londrina, que despontava como a maior promessa de metrópole do norte paranaense. O traçado da antiga estrada encontrou em seu caminho árvore alta e rara na região, motivo pela qual foi preservada. Esta árvore foi identificada como sendo uma Sapopema (Sloanea sp).

Com o movimento dos operários e viajantes, Conserva ficou conhecida como Vila do Pito Aceso, fato relacionado aos comentários dos transeuntes sobre a movimentação do lugar em comparativo ao Lajeado Liso vilarejo próximo e bem mais antigo e que ficou à distância do tráfego (FOLHA DE LONDRINA, 1974) Nesse período, tanto Conserva quanto Lajeado Liso pertenciam ao território do município de São Jerônimo da Serra.

Antônio Martins Paraná, engenheiro, lançou os fundamentos da povoação em 1936 ao construir uma casa ao lado de árvore frondosa denominada Sapopema. Foi quando, de Pito Aceso, surgiu o nome Sapopema, pois então muitos diziam “eu vou parar lá na Sapopema”, árvore rara na região. O Engenheiro foi um dos homens mais importantes na história do município de Sapopema, registrando seu legado em documentos sobre o início da colonização.

Em 14 de novembro de 1951, a Lei Estadual n.º 790 eleva Sapopema à categoria de Distrito Administrativo, com território pertencente ao município de Curiúva. Quase dez anos depois, o lugar recebeu a sua emancipação política e o título de município. Em 22 de setembro de 1960, através da Lei n.º 4.245, desmembrando-se de Curiúva. O primeiro prefeito nomeado pelo Excelentíssimo Sr. Governador Moisés Lupion foi o Sr. João Subtil de Oliveira, no dia vinte e dois de setembro de mil novecentos e sessenta(22/09/1960).

O Primeiro prefeito eleito através de eleições diretas foi o Engenheiro Antônio Martins Paraná, no dia oito de outubro de mil novecentos e sessenta e um (08/10/1961), sendo que foi empossado no dia vinte e oito de outubro de mil novecentos e sessenta e um (28/10/1961), para administrar o município no período de 1961 a 1965.

A invasão de forasteiros advindos dos estados de São Paulo e Minas Gerais, devido às notícias que se espalhavam que Sapopema de então, seria a terra da promissão, ocasionou um aumento sensível na população local, tendo os referidos forasteiros se dedicado ao plantio de arroz, feijão, milho, café, cana de açúcar, mandioca, trigo, hortaliças e pecuária, concorrendo assim para grande desenvolvimento do então distrito. Em decorrência dessa transformação houve substancial evolução dos grupos étnicos, que perdurou até a década de 1960.

A partir de então, começaram a surgir os latifundiários e as áreas passaram de lavouras a pastagens. Na mesma época com a falta de níveis mais altos para estudos da população escolar, começou o êxodo das famílias em busca de melhores locais de trabalho e de estudo, caindo à população, concorrendo para isso também a construção da nova estrada do café para rodovia do café, desviando do eixo Curitiba - Sapopema - Londrina, todo o movimento rodoviário da época.

A peculiaridade e características da população rural e urbana prendem-se, em particular, não só o êxodo de moradores das diversas áreas, pela falta de recursos de toda ordem, como pela diversificação das áreas de trabalho e moradia.  

Registros apontam que a partir do ano de 1978 as administrações subsequentes, em parceria com a população, desenvolveram um extenso programa de desenvolvimento de infraestrutura. Foram construídas 10 escolas, jardim público, estádio municipal, ginásio de esportes, praça da matriz, terminal rodoviário, creche, parque infantil, posto de saúde, nos distritos de Lambari e Vida Nova, CTG Cavalo Bicho Bom, construção de salas de aula no Colégio Estadual, com ênfase às vias públicas que receberam calçamento, pavimentação, arborização e iluminação particular e pública local e rural e a criação de entidades, instalado água, telefones domiciliares e públicos na cidade e distritos, a cidade teve seu numero de moradias triplicado, foi ampliado o hospital municipal, início do secador no bairro do Lajeado Liso entre muitas outras benfeitorias.

Em 1984 aos vinte e dois dias do mês de setembro como parte das comemorações do dia do município, procedeu-se em Sapopema, a instalação do Distrito Administrativo de Vida Nova, conforme a lei n° 7.523/84. Ainda em 1984, aos vinte e sete dias do mês de outubro promoveu-se a instalação oficial do Distrito Administrativo de Lambari deste município, em decorrência da Lei n° 5.642.

Sapopema possui uma área de aproximadamente 678 km², sendo 672,51km² de área rural e 4,43 km² de área urbana. Os valores totais de área representam 0,34% do estado, 0, 1202% da região e 0,008% de todo território brasileiro, A rodovia que dá acesso ao município é: PR-090, conhecida como Rodovia do Cerne.

O clima é subtropical e caracteriza-se por estiagens de inverno (junho a setembro) e chuvas de verão (dezembro a março), com temperatura média anual de 20ºC e precipitação média anual de 129 mm de acordo com o site clima tempo.

O relevo é predominantemente montanhoso e a vegetação natural é composta por cerrado, porém restrita a algumas áreas de proteção ambiental (APA).

Em Sapopema encontram-se reservas de Xisto e Urânio e um grande lençol carbonífero no subsolo. Atualmente, o setor industrial que mais se destaca no município são as cerâmicas. Outros minerais encontrados em Sapopema são o calcário dolomítico e uma gema com valor comercial denominada ônix-real.

O município de Sapopema possui uma rica e bem distribuída rede de drenagem. A maior parte dos cursos d’água do município são de caráter perene e escoam por sobre o relevo que possui orientação para a margem direita do rio Tibagi. O rio Tibagi é o principal curso hídrico do município e a geomorfologia possui características naturais únicas. Este relevo acidentado, caracterizado pela transição do segundo para o terceiro planalto, resulta em diversas cachoeiras e uma série de cursos d’água com corredeiras e pequenas quedas d’água, sendo os principais atrativos naturais do local.

As principais atrações locais são o turismo rural, as cachoeiras e montanhas e suas quedas d'água, comoː

Pico Agudo (Sapopema);
Salto das Orquídeas;
Salto João de Paula;
Serra Chata.

Clique aqui para ver o plano Cultural por completo

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